Mulheres investidoras crescendo e dominando o mercado

Mirian Romão, Repórter  SP
 
Educação financeira não é tão acessível quanto gostaríamos, aprendemos na “marra” como administrar as nossas finanças, a da casa ou até mesmo as finanças das nossas empresas. Mulheres empreendedoras trabalhando em casa, muitas vezes tem que administrar dinheiro da empresa, o que recebe, as contas e cuidar da limpeza diária da casa.
 
Infelizmente vivemos em uma sociedade que está mudando só agora, deixando de ser machista e aprendendo a ver que mulher nasce com visão panorâmica. Antigamente, somente as mulheres aprendiam desde cedo que a responsabilidade da casa para limpar é por nossa conta.
 
De acordo com o dados divulgados em 2014 pelo IBGE as mulheres passam cerca de 18h por semana dedicando somente aos cuidados domésticos, já os homens são 10h por semana. Somente 37,8% dos cargos gerenciais como ministras de tribunais, diretoras de órgãos governamentais ou cargos de diretoria do setor privado são ocupados por mulheres.
 
Estamos buscando espaço no mundo de finanças e investimentos, estamos a cada dia tentando quebrar o tabu de que finanças não são para as mulheres. Está enganado quem pensa que mulher não investe. Em fevereiro de 2018, o tesouro direto bate recorde de mulheres investindo, cerca de 24,9 mil novas mulheres aprendendo a investir e desenvolvendo uma educação financeira que não temos fácil acesso.
 
O tesouro selic é o investimento mais acessível para pessoas de renda baixa, com apenas R$100,00 você consegue iniciar sua reserva de emergência, porém encontramos opções mais acessíveis e seguras, basta R$50,00 para investir no tesouro IPCA.
 
Fora as ações de bolsa de valores que podemos aprender a investir com outras mulheres por meio da internet. O canal “Me Poupe” no YouTube, ensina como mulheres conseguem investir e sair das dívidas, uma forma acessível para todas as classes que buscam por opções de aprender mais sobre finanças e investimentos.
 
O canal ensina as mulheres autônomas a como administrar o dinheiro da pessoa física e da pessoa jurídica, para facilitar a carga de trabalhar em casa e administrar suas finanças.
 
Conversamos com a jornalista e empreendedora Alice Salvo Sosnowski, fundadora d’O Pulo do Gato Empreendedor e autora do livro “Empreendedorismo para leigos”. Alice é consultora com mais de 12 anos de atuação e como muitas mulheres trabalha como home office e cuida das finanças.
 
Alice comentou que teve que aprender a administrar melhor o dinheiro da casa por conta de “perrengues financeiros, descontrole e pela volatilidade de ganhos”, já que o marido também é autônomo.
 
“Com o tempo, percebi que tinha que assumir as rédeas das contas porque senão iríamos sofrer sempre. Engajei meu marido na causa e aos poucos a gente vai passando os conceitos para nossa filha” declarou Alice.
 
Começamos desta forma, tendo que ter a visão panorâmica da casa e administrar aquilo que não esperávamos, mas vamos aprendendo aos poucos sobre educação financeira. Alice começou engajando o marido, assistindo vídeos no youtube e aplicando o que aprendia com sua família, afinal cuidar de finanças e casa é um trabalho em conjunto.
 
“Fiz um curso de investimento com as meninas das Mulheres Ágeis e isso foi uma virada na forma de pensar em dinheiro. A partir daí me empolguei e comecei a estudar mais, ver muitos vídeos no youtube, baixar ebooks e praticar, investindo numa corretora”.
 
Trabalhar em casa e dividir as tarefas de casas é um trabalho em equipe, para Alice a organização é fundamental, ter obrigações compartilhadas em casa, facilita no dia a dia.
 
É fundamental para os freelancers e autônomos serem organizados, tanto com seu trabalho quanto o trabalho diário da casa, facilita muito dividir as tarefas e tentar manter a casa organizada na semana, para que nos finais de semana possa dar uma limpeza profunda sem atrapalhar o rendimento no trabalho.
 
Nós mulheres estamos ganhando cada vez mais espaço no mercado e alcançando objetivos, é possível investir com pouco e organizar as tarefas domésticas com os moradores da casa, mas para isso acontecer, precisamos de educação financeira de fácil acesso a todas as mulheres do Brasil.

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