A expectativa dos jovens que vão votar pela primeira vez

Luiza Pinheiro, Repórter Rio de Janeiro
 
Para quem vai participar de sua primeira votação em 2020, é importante ter a consciência das responsabilidades dos cargos que estão sendo concorridos. Este ano as eleições serão municipais, ou seja, para escolher prefeito e vereador. Os 5.570 municípios brasileiros irão votar em seus representantes no primeiro turno, que será realizado no dia 4 de outubro. Aqueles lugares que precisarem de um desempate, no caso da votação para prefeito, terão a decisão no segundo turno no dia 25 de outubro.
 
Os vereadores fazem parte do poder legislativo. São eles que propõem e aprovam leis que serão aplicadas na cidade. É a Câmara Municipal, da qual fazem parte, que fiscaliza as atividades do prefeito. Este, por sua vez, é a autoridade máxima do poder executivo do município. Ele define onde vão ser usados os recursos provenientes dos impostos pagos pelos cidadãos, além de ser responsável pela administração da cidade e controle das finanças públicas.
 
Muitas pessoas, além da escolha por seus eleitos, também contam com dificuldades de logística no dia da eleição. Alguns recursos podem ajudar tanto quem vai votar pela primeira vez como quem já é eleitor. O aplicativo e-título é uma boa opção para se ter junto, já que ele proporciona uma via digital do título, informa o endereço do local de votação georreferenciado e fornece informações sobre a situação eleitoral. O seu uso dispensa a apresentação do documento em papel.
 
Visando conscientizar adolescentes que votarão pela primeira vez sobre a importância do voto, a Justiça Eleitoral idealizou a Semana do Jovem Eleitor em novembro de 2019. O evento teve o objetivo de incentivar aqueles de 16 e 17 anos, os quais têm voto facultativo, a participarem de seu direito como cidadão e da escolha de seus representantes políticos.
 
A Constituição Federal estabelece que o voto para os eleitores dessa faixa etária é facultativo. Mesmo tendo o título de eleitor, eles não são obrigados a comparecer no dia da votação ainda.
 
De acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas eleições realizadas em 2018, o número de pessoas com 16 e 17 anos que votaram representou 0,95% do eleitorado total, o que significava 1,4 milhão de pessoas. Hoje em dia, o número é de aproximadamente 1,3 milhão, menor do que o daquela ocasião, porque parte desses eleitores já atingiu a maioridade.
 
A estudante Alexssandra Oliveira tem 17 anos e em 2020 vai votar pela primeira vez para eleger seus representantes políticos. Ela conta que está um pouco assustada com a situação atual do país e de sua cidade, Rio de Janeiro, e que torce para que o melhor aconteça. “Eu entendo pouco sobre política, mas desde a última eleição tenho procurado saber mais das coisas. Tenho medo de que aconteça o que ocorreu no último ano”. Mais nova de quatro irmãs, ela explica que sempre conversou muito com sua família sobre o tema e que quer pesquisar para entender melhor sobre o assunto e poder votar de forma consciente. “Acho que o Rio precisa de mais cuidado, quero um candidato que realmente faça isso pela gente”, destaca.
 
Alexssandra ainda não começou a pesquisar sobre os candidatos e em quem irá votar, mas fala que, aos poucos, está aprendendo sobre o assunto. “Assim que estiver mais perto, eu quero me aprofundar sobre os concorrentes a prefeito e vereador”, afirma.
 
Luiza Esch, de 18 anos, também é estudante e votará pela primeira vez este ano. Ela não tirou seu título a tempo da última eleição, de 2018, mas para o futuro espera conseguir fazer as melhores escolhas de candidatos e que a situação no Brasil, de uma forma geral, consigam se acertar. “Para votar, eu vou pensar primeiro em todos os meus ideais e em tudo que aprendi na minha criação. Depois vou pesquisar sobre os concorrentes e os cargos para poder fazer as melhores escolhas”, pondera.
 
Luiza revela que não está exatamente ansiosa para votar pela primeira vez, mas sim nervosa e, ao mesmo tempo, feliz por ter a chance de realizar uma escolha tão importante. “Espero que eu consiga fazer uma decisão coerente. A expectativa que tenho com isso é de contribuir positivamente para o país”, almeja.
 
A estudante destaca que, para ela, o que deve receber uma atenção maior da prefeitura do Rio de Janeiro, cidade onde mora, são as área da saúde e da educação. Apesar de não ter começado a pesquisar ainda sobre seus candidatos, ela diz que vai procurar saber mais para poder tomar sua própria decisão. “Acho que a gente não se deve deixar influenciar pelos nossos amigos. Podemos conversar e debater, mas temos que acreditar e ter os nossos próprios ideais”, define.

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