Luana Miranda
Repórter Mulheres Jornalistas – SP
Para quem deseja seguir essa área e se dedicar totalmente como freelancer é preciso saber que além do esforço físico e mental, é fundamental ter disciplina e educação financeira. O freelancer precisa buscar conteúdo sem ter o suporte de uma equipe e saber administrar suas finanças com cuidado. Justamente por ser uma pessoa jurídica, não há nenhum vínculo empregatício com empresas e organizações, o que dificulta o processo.
 
Em um levantamento realizado pelo IBGE, em março de 2019, 6,7 milhões de brasileiros atuam hoje como freelancer ou realizam trabalhos esporadicamente, que contém uma carga horária menor do que 40 horas semanais, trabalhando por um período menor do que um contrato da CLT. A cada ano essa tendência vem aumentando devido à falta de oportunidade que os brasileiros encontram para trabalhar em empresas e organizações com um registro de carteira assinada.
 
Quando se trabalha “em casa” é preciso lidar com duas questões. A primeira é saber administrar o tempo, determinar o horário de trabalho e o de descanso. O segundo ponto é fazer com que a família entenda que estar em casa não significa estar livre. O apoio dos familiares que residem na mesma casa é fundamental, para que o freelancer possa se dedicar ao trabalho sem interrupções.
 
 
Muitas vezes, trabalhar como freelancer não é uma escolha e sim a única opção. Thaís de Paula atua na função há três anos e conta que optou por esta área após o desligamento de uma empresa. “Eu trabalhava como repórter em uma revista impressa e fui demitida depois da minha licença maternidade. Fiquei meses atrás de trabalho na área de comunicação sem conseguir nada, foi quando descobri o marketing digital e me dediquei. Logo depois me inscrevi em uma agência de marketing de conteúdo e consegui meu primeiro freela”, comenta.
 
Contudo, há casos em que a pessoa consegue viver apenas da renda como trabalhador freelancer. Esse é o caso de Rebecca Albino, que já está 5 anos na área. “Há dois anos vivo apenas com o rendimento do freelancer e não vivo de forma ruim. Pelo contrário, eu conquistei várias coisas depois de entrar nessa área, então dá pra viver bem financeiramente. O que eu acho, vendo todos os colegas que eu conheço e que estão no mesmo rumo, é que falta um pouco de preparo e uma certa maturidade para lidar com esse mercado. Não basta querer ser freelancer sem ter um conhecimento de gestão e controle’’, fala.
 
Rebecca também explica que muitas vezes o que afasta um profissional de querer seguir como freelancer é a questão da incerteza. Se a pessoa tem um rendimento bom e amanhã não tem mais por diversos motivos, isso não pode abalar o trabalho. Nesse caso, é preciso verificar o que está errado e pensar em possíveis soluções para não prejudicar o orçamento mensal, de modo a fazer a gestão do trabalho desempenhado.

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