Moana: papagaio, amor e penas

A descoberta de tutores sobre outras espécies, além dos tradicionais cães e gatos

Por Giselle Cunha
giselle.cunha@mulheresjornalistas.com

pedra branca, papagaio, caturrita, periquito, aves, IBAMA, instituto mulheres jornalistasDescobri que ter um papagaio é um sonho de muitas pessoas, mais do que eu imaginava. Quando criança, convivi com o Loro, que pertencia a um membro da família. Por ele ter um comportamento mais arredio, eu mal fazia carinho em sua cabeça e quando era permitido. Acabei ficando com uma imagem complicada de como era lidar com aves e simplesmente abstraí essa possibilidade. Conforme fiquei mais velha, me envolvi com os cães e até hoje são minha paixão declarada. Mas, em 2018, durante uma conversa com meu marido, soube que ele também teve essa vontade quando mais novo. Foi então que resolvemos pesquisar lugares licenciados pelo IBAMA, ver os custos, saber como funcionava e, finalmente, realizar esse desejo adormecido há tantos anos.

Estima-se que existam mais de 30 espécies de papagaio, sendo pelo menos 12 delas encontradas aqui no Brasil. A mais procurada chama-se Papagaio Verdadeiro. Esses animais alimentam-se na natureza de castanhas, frutas silvestres e sementes, principalmente de leguminosas. Já nos criadouros, são oferecidos além da ração, frutos, sementes e vegetais.

A expectativa de vida dessa ave é de 80 anos, portanto mais uma vez entraremos na questão da responsabilidade e comprometimento ao escolhê-la como sua companheira. Aqui em casa, meu filho Davi, de 8 anos, já sabe que será o responsável por ela na nossa ausência. Também é necessário um espaço confortável e seguro, que seja grande o suficiente para a ave conseguir ficar com as asas abertas. Existem opções de brinquedos bem legais para adaptar em varandas e outros locais. Os papagaios são aves muito alegres e adoram brincar, por isso é importante separar um momento diariamente para essa atividade. Sua ave irá te agradecer.

Suas características encantam: são verdes com fronte azul e uma região amarela, que se estende por trás dos olhos e manchas vermelhas nas asas. Essas características de cores podem variar de indivíduo para indivíduo e de acordo com a região. Não é possível determinar diferenças entre machos e fêmeas, mas existe um exame de sexagem que pode ser realizado através de amostras de sangue e de penas.

Esta espécie é encontrada no interior do Brasil, desde o nordeste (Piauí, Pernambuco e Bahia) até o Rio Grande do Sul, passando pelo Brasil central (Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso). Também são encontrados no Paraguai, Bolívia e norte da Argentina.

Depois de muita pesquisa e algumas indicações, conhecemos o Criadouro Pedra Branca, que fica em Vargem Grande, no Rio de Janeiro. O lugar por si só já vale o passeio. Amplo, em meio à natureza, com uma estrutura bem projetada, trabalham com diversos tipos de aves há mais de 15 anos.

Conversei com o gerente do Criadouro Pedra Branca, John Barreto de Souza Lima, para saber um pouco mais sobre essa espécie.

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John Barreto e os papagaios do criadouro Pedra Branca

Mulheres Jornalistas (MJ): Qual a média de procura por papagaios?

John Barreto: Não temos um número exato, mas são aves extremamente populares, muito procuradas como animais de estimação. Isso se deve ao fato de serem muito inteligentes, perceptivas e as mais falantes.

MJ: Quando ocorre o período de reprodução?

Barreto: Eles atingem a maturidade sexual aos 5 anos de vida.O período reprodutivo vai de setembro a fevereiro.

MJ: Quantos filhotes nascem em média por reprodução?

Barreto: Colocam em média de 2 a 3 ovos. A postura somada ao tempo de incubação varia entre 24 e 29 dias e os filhotes saem do ninho aos 2 meses.

MJ: Como é o processo do nascimento do filhote até a entrega?

Barreto: 90% dos ovos são incubação artificial. Eles são monitorados todos os dias até o nascimento. Após o nascimento, o filhote é pesado e acompanhado até o desmame da papinha. Eles são entregues somente após estarem adaptados à ração normal.

Moana em seu novo lar

Fizemos todo o procedimento necessário e, meses depois, nossa princesa estava pronta para ir para casa. Toda princesa merece um nome a sua altura, e nós optamos por Moana. 

Quanta insegurança, quantas milhares de perguntas feitas ao John até nos acostumarmos! Em meio a todo esse cenário, Moana foi nos encantando dia após dia com sua doçura, suas risadas nos momentos exatos, sua confiança ao deitar de barriga para cima na nossa frente ou com cada palavra aprendida.

Hoje a casa não existe sem ela! Há quem diga que é ela quem manda na matilha também, porque nenhum dos cachorros ousa encará-la.

7 comentários sobre “Moana: papagaio, amor e penas

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