IMJ inicia Programa Mulheres em Narrativa

O Instituto Mulheres Jornalistas (IMJ) iniciou o Programa Mulheres em Narrativa – Produção e Circulação de Documentários sobre Vulnerabilidades Sociais, uma iniciativa contínua que articula produção audiovisual, exibições públicas, oficinas e workshops formativos em diferentes contextos sociais.
Criado em 2023, o programa tem como objetivo ampliar o acesso a bens culturais e promover formação crítica em torno de temas como desigualdade de gênero, encarceramento feminino, justiça social e crise climática. A iniciativa já realizou cerca de 40 exibições, alcançando aproximadamente 1.800 pessoas em universidades, escolas, unidades prisionais femininas, Defensoria Pública, praças públicas e áreas impactadas por desastres climáticos.
Além das exibições, o programa desenvolve oficinas e workshops de formação em comunicação, direitos humanos e escuta institucional, promovendo diálogo qualificado entre estudantes, profissionais do sistema de justiça e comunidades em situação de vulnerabilidade.
A primeira produção será lançada em maio deste ano, com o documentário produzido pela equipe de joranlistas ” Em Todo o Lugares Há de Haver Elas”, sobre mulheres negras no ensino superior, traz uma reflexão sobre como é atingível sonhos, mas com trabalho dobrado. As oficinas, debates e palestras ocorrem a partir destas exibições, bem como oficinas que integram o público a críticas nas temáticas com encontros em todo país de forma presencial no RIO GRANDE DO SUL e remota ao restante do país.
Segundo a presidente e jornalistas do IMJ, Letícia Fagundes, o programa nasce da necessidade de transformar a comunicação em ferramenta de intervenção social. “Acreditamos que o audiovisual não é apenas um produto cultural, mas um instrumento de formação cidadã. Quando levamos esses documentários para universidades, presídios ou comunidades afetadas por desastres climáticos, estamos promovendo escuta, reflexão e ampliação de direitos”, afirma.
A prática combina pesquisa jornalística aprofundada, produção ética de narrativas e mediação de debates, garantindo metodologia replicável e adaptável a diferentes territórios. “Nosso objetivo é construir pontes entre a academia, o sistema de justiça e as comunidades. O impacto não está apenas na exibição do filme, mas na conversa que se estabelece depois”, completa Fagundes.
Com equipe multidisciplinar em regime voluntário, o programa atua com foco em equidade de gênero, diversidade racial e inclusão social, ampliando a representatividade feminina nas narrativas públicas e fortalecendo o diálogo interinstitucional.
A iniciativa consolida a atuação do IMJ na interseção entre cultura, educação e justiça social, demonstrando que a produção audiovisual pode funcionar como ferramenta concreta de transformação social e fortalecimento democrático.

