A luta constante das mulheres indígenas na política

Por Mirian Romão-São Paulo

 

Os índios estão constantemente defendendo sua terra e cultura. No Brasil, os índios foram os primeiros habitantes, logo depois os portugueses. 
 
Tivemos práticas e hábitos que culturalmente herdamos dos índios, como por exemplo, o costume de se alimentar com peixe e carne, a utilização da mandioca em farinha, biju e polvilho.  As mulheres possuem atividades na aldeia desde o cultivo de alimentos, até o cuidado da oca e das crianças.
 
Atualmente, as mulheres indígenas estão lutando não só por sua cultura, mas também pelo feminismo e igualdade. São mulheres que buscam constantemente ter voz na sociedade. 
 
No Brasil, tivemos o primeiro caso de uma mulher indígena eleita como Deputada Federal em 2018. 
 
Joênia Batista de Carvalho, prefere usar o nome referente a sua etnia, Joênia Wapichana, é a primeira mulher eleita no Brasil como Deputada Federal pelo estado de Roraima. 
 
Segundo o Conselho Indigenista, foram cerca de 190 anos de parlamento sem nenhuma mulher indígena chegar ao poder. Joênia Wapichana também foi a primeira mulher indígena a se formar em direito no Brasil, em 1997, pela universidade Federal de Roraima (UFRR), segundo o El País
 
Após as eleições de Joênia Wapichana, a índia Sônia Gujajara lançou sua candidatura como vice-presidente da República, sendo a primeira vez da história que uma mulher indígena faria parte de uma chapa para disputa a Presidência. 
 
Sônia é uma das maiores líderes ambientais do país e está à frente da Coordenadoria executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Somente depois de 2018, que as mulheres indígenas começaram a ganhar mais visibilidade na política e na reivindicação dos seus direitos. 
 
Joênia relatou ao El País, que a discussão política é recente nas comunidades indígenas, mas que esse é um momento histórico para os índios, onde é possível se sentirem representados também nas eleições. 
 
Segundo dados do IBGE de 2010, vivem no Brasil cerca de 448 mil mulheres indígenas, entre 305 povos espalhados por todo território nacional. 
 
Entretanto, para Célia Zakriabá, primeira mulher indígena com mestrado no Brasil, pela Universidade de Brasília, declarou ao portal HuffPost que “se a mulher urbana sofre violência de gênero, ser mulher e indígena é sofrer duas vezes mais.
 
As mulheres indígenas vivem uma luta constante para manter sua cultura e território íntegro, e estão diariamente conquistando o reconhecimento da sociedade.

 

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