100 anos do Chanel Nº5: Um ícone cultural da liberdade feminina

A estilista Coco Chanel e sua fragrância são reconhecidas até hoje como símbolos de feminilidade

Por Giulia Ghigonetto-São Paulo
giulia.ghigonetto@mulheresjornalistas.com

“O que você usa para dormir?”, perguntaram para Marilyn Monroe, “cinco gotas de Chanel Nº5”, respondeu a atriz. 

Há 100 anos nascia a icônica fragrância com “cheiro de mulher”, como dizia sua idealizadora, a estilista Coco Chanel. “Um perfume artificial, artificial como um vestido, isto é, manufaturado. Sou artesã de costura. Não quero rosas nem lírio do vale, quero um perfume composto”, falou ela certa vez. 

Ela quis se diferenciar da tradição naturalista e floral do século XIX e desenvolver um aroma como um vestido de alta costura. O perfumista da família real russa, Ernest Beaux, criou assim uma fragrância que não reproduz nenhum perfume existente na natureza.

A estudante de moda, Julia Mohallem, conta que o produto veio depois da morte do amante da estilista, “A história do Chanel Nº5 fala muito sobre renascimento, e uma emancipação da costureira após, provavelmente, a maior tragédia de sua vida” e ela complementa, “Seu objetivo era concentrar em um frasco o ‘cheiro do amor’, inspirando-se no perfume de uma das figuras femininas mais imponentes da história: Catarina, a Grande.”

Ele se tornou o perfume mais vendido do mundo e a primeira fragrância assinada por uma marca de moda na história. 

O nº 5, além de ser considerado um número da sorte por Coco Chanel, que lançava suas coleções nos dias 5 de maio, também foi o número da amostra apresentada por Beaux escolhida por ela. O perfume entrou para a história como um ícone cultural, sendo capaz de gerar longas filas de soldados, em plena escassez da Segunda Guerra Mundial, que queriam presentear suas mães e mulheres.

O frasco retangular e minimalista, que contrastava com a moda rococó da época, contém 80 essências, incluindo um componente vindo do Brasil, o Pau-Rosa. A inovação ficou por conta do Aldeído, composto industrializado que confere maior durabilidade da fragrância na pele, garantindo que o aroma dure quase todo o dia.

Conhecido entre os especialistas como le monstre, ele atravessou o século XX como um ícone de feminilidade e mantém até hoje lugar de destaque na seleta galeria de objetos de desejo da indústria do luxo.

Mademoiselle Chanel

Gabrielle Chanel nasceu em 19 de agosto de 1883 em Saumur, uma cidadezinha às margens do rio Loire, próxima a Nantes. Filha de uma lavadeira e de um vendedor de roupas, a menina teve uma infância bastante humilde. 

Foi vivendo no interior da França que Gabrielle teve os primeiros contatos com a costura, atividade que praticava no internato onde cresceu e, depois, na pensão em que viveu na cidade de Moulins. Junto com sua tia, ela foi trabalhar como costureira na Maison Grampayre, um ateliê de enxovais.

Sua carreira na moda começou focada em chapéus, que viraram queridinhos de atrizes francesas da época. O sucesso fez com que ela logo abrisse uma segunda loja, no balneário de Deauville. Lá, além dos chapéus, ela lançou uma coleção de roupas casuais e esportivas. Um hit da época era a blusa marinière, com listras horizontais, inspirada nos marinheiros. 

A terceira loja de Coco foi aberta em 1915 em Biarritz, quase na fronteira com a Espanha, onde milionários franceses e espanhóis escapavam da Primeira Guerra Mundial. Enquanto outras lojas fechavam, a Chanel seguia aberta, vendendo vestidos de jérsei, um tecido barato, que na época era mais usado para roupas íntimas masculinas. Com bom caimento, ele era ideal para Coco, que o usava em peças femininas inspiradas justamente no guarda-roupa dos homens. Foi aí que ela popularizou a calça para mulheres. 

Símbolo feminista, ela libertou as mulheres da opressão dos espartilhos, desenhando roupas em que a cintura não era marcada. Usava e fazia chapéus simples e leves e deixou as roupas femininas mais leves, soltas, práticas e confortáveis, além de popularizar o famoso “pretinho básico”.

“Foi uma das figuras mais importantes do século XX pela Revista Time e garantiu seu lugar na história ao perceber, como ninguém, as mudanças na sociedade feminina após a Primeira Guerra, e imprimi-las em suas roupas, modelando uma mulher mais livre, prática e trabalhadora”, declarou Mohallem. 

Até hoje, Mademoiselle Chanel é vista como um exemplo de mulher empreendedora e que ditou estilo e liberdade em uma época complicada por questões políticas e econômicas. 

4 comentários sobre “100 anos do Chanel Nº5: Um ícone cultural da liberdade feminina

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