Cannes terá ‘mini-festival’ simbólico após cancelamento por epidemia

Por Giulia Ghigonetto-São Paulo
giulia.ghigonetto@mulheresjornalistas.com

O famoso Festival de Cannes, que acontece anualmente entre maio e junho, na França, precisou ser cancelado por conta da epidemia de coronavírus. Mas para suprir a o espaço, os organizadores anunciaram uma edição extraordinária, com a exibição de quatro filmes de sua Seleção Oficial.

O minifestival começará no Palais des Festivals, onde tradicionalmente acontecem as galas e exibições do festival, com o filme francês “Un triomphe” (“The Big Hit!”), de Emmanuel Courcol, com a presença da equipe, e terminará com outro filme de gala, “Les Deux Alfred” (“French Tech”), de Bruno Podalydès.

“Asa Ga Kuru” (True Mothers), da japonesa Naomi Kawase, e o filme georgiano de Dea Kulumbegashvili, “Beginning”, que se destacou no Festival de Cinema de San Sebastián (Espanha), também serão exibidos nesta edição aberta ao público, que acontece entre os dias 27 e 29 de outubro, conforme anunciado em nota pelos organizadores.

“Estar em Cannes é um concentrado de felicidade, que todos desfrutaremos juntos em outubro”, declarou o diretor do festival, Thierry Frémaux.

O júri, que sempre causa alvoroço ao ser anunciando, ainda não foi divulgado. Cabe a eles entregar a Palma de Ouro de curta-metragem e os prêmios da Cinéfondation, especializados em novos talentos. 

Os aprovados

Programado para ocorrer entre 12 e 23 de maio deste ano, o evento chegou a ser remarcado para junho e julho, mas a organização descartou qualquer possibilidade de o festival ocorrer de forma tradicional, ou seja, presencialmente. Como não houve a premiação tradicional, foi dado o “selo de aprovação” a 56 filmes. 

O Brasil é representado na lista por “Casa de Antiguidades”, de João Paulo Miranda, estrelado por Antônio Pitanga, que retrata a vida de um operário negro em uma cidade fictícia de colonização austríaca no Brasil. 

Entre os filmes escolhidos, destaque para “The French Dispatch”, novo longa de Wes Anderson que conta com um elenco estrelado: Timothée Chalamet, Saoirse Ronan, Tilda Swinton, Edward Norton, Christoph Waltz, Bill Murray e mais. Outro título aguardado é “Soul”, animação da Pixar feita por Pete Docter, de Divertida Mente, em que é retratado o mundo das almas humanas. 

Mantendo a promessa feita por Frémaux feita ano passado, o festival incluiu mais filmes de diretores estreantes e de diretoras mulheres na seleção. Sendo 15 (26,7%), filmes de diretores estreantes, e 16 (28,5%) títulos dirigidos por mulheres. 

Confira a seleção: 

“The French Dispatch”, de Wes Anderson (EUA) 

“Soul”, de Pete Docter (EUA)

“Summer 85”, de Francois Ozon (França) 

“Asa Ga Kuru”, de Naomi Kawase (Japão) 

“Lover’s Rock”, de Steve McQueen (Reino Unido) 

“Mangrove”, de Steve McQueen (Reino Unido) 

“Druk”, de Thomas Vinterberg (Dinamarca) 

“DNA”, de Maïwenn (Algéria/França) 

“Falling”, de Viggo Mortensen (EUA) 

“Ammonite”, de Francis Lee (Reino Unido) 

“Sweat”, de Magnus von Horn (Suécia) 

“Nadia, Butterfly”, de Pascal Plante (Canadá) 

“Limbo”, de Ben Sharrock (Reino Unido) 

“Peninsula”, de Sang-ho Yeon (Coreia do Sul) 

“Broken Keys”, de Jimmy Keyrouz (Líbano) 

“Truffle Hunters”, de Gregory Kershaw & Michael Dweck (EUA) 

“Aya To Majo”, de Goro Miyazaki (Japão) 

“Heaven: To the Land of Happiness”, de Im Sang-soo (Coreia do Sul) 

“Last Words”, de Jonathan Nossiter (EUA) 

“Des Hommes”, de Lucas Belvaux (Bélgica) 

“Passion Simple”, de Danielle Arbid (Líbano) 

“A Good Man”, de Marie-Castille Mention-Schaar (França) 

“The Things We Say, The Things We Do”, de Emmanuel Mouret (França) 

“John and the Hole”, de Pascual Sisto (EUA) 

“Here We Are”, de Nir Bergman (Israel) 

“Rouge”, de Farid Bentoumi (França) 

“Teddy”, de Ludovic e Zoran Boukherma (França) 

“Une Medicine De Nuit”, de Elie Wajeman (França) 

“Enfant Terrible”, de Oskar Roehler (França) 

“Pleasure” de Ninja Thyberg (Suécia) 

“Slalom”, de Charléne Flavier (França)

“Casa de Antiguidades”, de João Paulo Miranda (Brasil) 

“Ibrahim”, de Samuel Gueismi (França) 

“Gagarine”, de Fanny Liatard & Jérémy Trouilh (Geórgia) 

“16 Printemps”, de Suzanne Lindon (França) 

“Vaurien”, de Peter Dourountzis (França) 

“Garçon Chiffon”, de Nicolas Maury (França)

“Si Le Vent Tombe”, de Nora Martirosyan (Armênia) 

“On the Route for the Billion”, de Dieudo Hamadi (Congo) 

“9 Days at Raqqa”, de Xavier de Lauzanne (França) 

“Antoinette in the Cévènnes”, de Caroline Vignal (França) 

“Les Deux Alfred”, de Bruno Podalydès (França) 

“Un Triomphe”, de Emmanuel Courcol (França) 

“Les Discours”, de Laurent Tirard (França)

“L’Origine du Monde”, de Laurent Lafitte (França) 

“Flee”, de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca) 

“Septet: The Story of Hong Kong”, de Ann Hui, Johnnie To, Hark Tsui, Sammo Hung, Woo-Ping Yuen & Patrick Tam (Hong Kong) 

“El Olvido Que Seremos”, de Fernando Trueba (Espanha) 

“In the Dust”, de Sharunas Bartas (Lituânia) 

“The Real Thing”, de Kôji Fukada (Japão) 

“Souad”, de Ayten Amin (Egito) 

“February”, de Kamen Kalev (Bulgária) 

“Beginning”, de Déa Kulumbegashvili (Grécia) 

“Striding Into the Wind”, de Shujun Wei (China) 

“The Death of Cinema and My Father Too”, de Dani Rosenberg (Israel) 

“Josep”, de Aurel (França)

A princípio, o Festival de Cannes 2021 está previsto para acontecer entre os dias 11 e 22 de maio.

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